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Trabalho Remoto

9 plataformas de monitoramento de funcionários: quais dados são coletados e para onde eles vão?

09 de Setembro de 2026 - 13h09m

Uma pesquisa da Northeastern University analisou 9 plataformas de monitoramento de funcionários e descobriu que dados identificáveis e informações sobre a atividade online dos trabalhadores estavam sendo compartilhados com empresas terceiras. Entenda o que a pesquisa revelou e por que a privacidade precisa fazer parte da escolha de um software de monitoramento.

Monitorar a atividade dos colaboradores deixou de ser uma prática restrita a grandes corporações.

Com o crescimento do trabalho remoto, híbrido e das equipes distribuídas, softwares de monitoramento passaram a ser utilizados por empresas que precisam entender melhor como os computadores corporativos estão sendo utilizados, identificar períodos de ociosidade, acompanhar aplicativos e sites acessados e tomar decisões baseadas em dados.

Mas existe uma pergunta que muitas empresas ainda não fazem antes de contratar uma dessas ferramentas:

Para onde vão os dados coletados sobre os meus colaboradores?

Uma pesquisa publicada pela Northeastern University, em maio de 2026, trouxe essa discussão para o centro do debate.

Os pesquisadores analisaram nove plataformas de monitoramento de funcionários e investigaram não apenas quais informações eram coletadas, mas também com quem esses dados eram compartilhados.

E os resultados merecem atenção.

 


O que a pesquisa da Northeastern University investigou?

O estudo analisou nove plataformas utilizadas para monitoramento e gestão de trabalhadores:

  • Apploye
  • Deputy
  • Desklong
  • Hubstaff
  • Monitask
  • Buddy Punch
  • Time Doctor 2
  • VeriClock
  • When I Work

Os pesquisadores criaram contas de administrador e funcionário nas plataformas e utilizaram aplicativos para computador e dispositivos móveis.

Para analisar o comportamento das plataformas, eles utilizaram o HTTP Toolkit, uma ferramenta que permite interceptar e analisar o tráfego de internet gerado pelos aplicativos.

O objetivo era entender o que acontecia com as informações depois que eram coletadas pelos softwares.

E foi justamente aí que surgiu uma das descobertas mais importantes.

 


As 9 plataformas compartilharam dados pessoais dos trabalhadores

Segundo a pesquisa, todas as nove plataformas analisadas compartilharam informações pessoais dos trabalhadores com empresas de tecnologia e publicidade terceiras.

Entre os dados identificáveis estavam:

  • Nome e sobrenome;
  • Endereço de e-mail;
  • Empresa onde o trabalhador atua.

De acordo com a Northeastern University, essas informações foram compartilhadas com grandes empresas de tecnologia, incluindo Facebook, Google e Microsoft, além de empresas de publicidade móvel, como a AppLovin.

Isso não significa, por si só, que toda plataforma de monitoramento de funcionários seja insegura ou que todo compartilhamento de dados seja ilegal.

O ponto levantado pela pesquisa é outro:

As empresas precisam saber exatamente quais dados estão sendo coletados e quem pode recebê-los.

Essa transparência deveria ser uma das primeiras perguntas antes da contratação de qualquer ferramenta de monitoramento.

 


A atividade online dos funcionários também foi compartilhada

A pesquisa encontrou outro dado ainda mais relevante para empresas preocupadas com privacidade.

As nove plataformas analisadas também compartilharam informações relacionadas à atividade online dos trabalhadores.

Entre os dados identificados estavam:

  • Endereços IP;
  • Informações sobre o dispositivo;
  • Visitas a páginas da internet;
  • Dados relacionados à atividade online.

Segundo os pesquisadores, essas informações foram enviadas para mais de 145 domínios, incluindo Facebook, Google, LinkedIn e Yandex.

Imagine a diferença entre duas soluções.

Na primeira, a empresa contrata uma ferramenta para entender quanto tempo sua equipe passa em determinados aplicativos e sites.

Na segunda, além dessas informações chegarem ao gestor, determinados dados da atividade do trabalhador também podem circular por uma rede de terceiros.

É exatamente essa diferença que precisa ser compreendida antes de escolher uma solução de monitoramento.

 


1 em cada 3 plataformas analisadas tinha recursos de localização precisa

A pesquisa também identificou outro ponto de atenção.

Segundo os pesquisadores, um terço das plataformas analisadas possuía recursos capazes de acompanhar a localização precisa dos trabalhadores, inclusive quando o aplicativo estava funcionando em segundo plano.

Esse tipo de recurso pode representar uma mudança significativa na natureza do monitoramento.

A empresa deixa de acompanhar apenas a utilização de um computador corporativo e passa a ter potencialmente uma visão muito mais ampla sobre o deslocamento de uma pessoa.

Por isso, antes de contratar uma plataforma, não basta perguntar:

“O que ela monitora?”

Também é necessário perguntar:

“O que ela consegue monitorar?”

E, principalmente:

“O que acontece com essas informações depois?”

 


Monitoramento de funcionários é o mesmo que vigilância?

Não deveria ser.

Existe uma diferença importante entre analisar informações necessárias para gestão e tentar acompanhar cada detalhe da vida digital de um colaborador.

Uma empresa pode precisar saber:

  • Quais aplicativos são utilizados durante o expediente;
  • Quais sites são acessados;
  • Quanto tempo é gasto em determinadas atividades;
  • Quando ocorre ociosidade;
  • Quais horários concentram maior ou menor atividade;
  • Como está a utilização dos computadores corporativos.

Mas isso não significa que a empresa precise registrar tudo o que um funcionário faz.

Monitorar não precisa significar invadir.

O verdadeiro desafio é encontrar o equilíbrio entre visibilidade para a gestão e privacidade para o colaborador.

 


O que uma empresa deveria perguntar antes de contratar um software de monitoramento?

A pesquisa da Northeastern University deixa uma lição importante para gestores, profissionais de RH e equipes de TI:

não escolha uma ferramenta de monitoramento apenas pela quantidade de funcionalidades.

Antes de contratar, faça perguntas como:

1. Quais dados são coletados?

Peça uma lista clara dos dados tratados pela plataforma.

Não aceite apenas uma descrição genérica como “monitoramos a produtividade”.

Pergunte especificamente:

  • Captura tela?
  • Registra teclas digitadas?
  • Grava áudio?
  • Monitora localização?
  • Registra conteúdo de mensagens?
  • Coleta dados pessoais?
  • Registra IP?
  • Registra sites e aplicativos?
 


2. Para quem esses dados são enviados?

Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes.

Verifique se os dados ficam restritos à empresa contratante ou se podem ser compartilhados com:

  • Provedores de infraestrutura;
  • Empresas de análise;
  • Parceiros tecnológicos;
  • Plataformas de publicidade;
  • Outros terceiros.

Também é importante entender em quais circunstâncias esse compartilhamento pode acontecer.

 


3. A ferramenta captura conteúdo ou apenas atividade?

Existe uma diferença enorme entre registrar:

“O colaborador utilizou o Microsoft Outlook por 40 minutos.”

e registrar:

“O que o colaborador escreveu no Outlook durante esses 40 minutos.”

Para muitas empresas, o primeiro tipo de informação já é suficiente para gerar insights de gestão.

Nesse caso, coletar o conteúdo pode representar uma invasão desnecessária.

 


4. Existe transparência com os colaboradores?

Uma política de monitoramento precisa ser clara.

Os funcionários devem saber que existe monitoramento, quais dados são tratados e qual é a finalidade da coleta, sempre considerando as obrigações legais aplicáveis.

A tecnologia não deve ser utilizada como uma “caixa-preta” dentro da empresa.

 


E como o Monitoo trabalha com privacidade?

É justamente nesse ponto que o Monitoo adota uma abordagem diferente.

O objetivo do Monitoo é fornecer informações para análise de produtividade sem precisar capturar o conteúdo pessoal do que o colaborador está fazendo no computador.

De acordo com a Política de Privacidade do Monitoo, a plataforma não coleta dados sensíveis ou dados civis diretamente identificáveis, como CPF, RG, CNH, endereço, e-mail pessoal ou dados bancários.

A plataforma trabalha com informações técnicas e operacionais, como:

  • Nome de usuário do sistema operacional;
  • Endereço IP da máquina;
  • Horários de login, logoff e bloqueio de tela;
  • Nomes e horários de acesso a arquivos, sites e aplicativos;
  • Dados de produtividade gerados automaticamente a partir dos critérios definidos pelo cliente.

Esses dados são vinculados ao dispositivo corporativo monitorado e não incluem informações pessoais digitadas em sites, e-mails ou mensagens.

Além disso, o Monitoo não utiliza recursos como captura de tela, registro de teclas digitadas ou gravação de conversas privadas para realizar sua análise de produtividade.

 


O Monitoo compartilha os dados dos colaboradores com terceiros?

A Política de Privacidade do Monitoo estabelece que os dados não são compartilhados com terceiros, exceto em situações específicas, como:

  • Com a empresa contratante, que atua como controladora dos dados;
  • Para cumprimento de obrigações legais, judiciais ou regulatórias;
  • Com provedores de infraestrutura tecnológica, como serviços de nuvem, sob contrato e com medidas adequadas de proteção.

Isso cria uma diferença importante de abordagem:

o objetivo do monitoramento não é transformar a atividade dos colaboradores em um produto para terceiros.

O foco é fornecer à empresa contratante informações técnicas que possam ajudar na gestão, produtividade, segurança da informação e cumprimento de políticas internas.

 


Monitoramento responsável começa pela coleta mínima

A discussão levantada pela Northeastern University não deveria levar as empresas a abandonar o monitoramento.

Deveria levá-las a escolher melhor o que monitorar.

A pergunta não deveria ser:

“Como posso monitorar tudo?”

Mas sim:

“Qual é o mínimo de informação que preciso para tomar uma decisão melhor?”

Esse princípio ajuda a criar uma relação mais saudável entre tecnologia, gestão e privacidade.

Porque uma boa ferramenta de monitoramento não precisa saber tudo sobre um colaborador.

Ela precisa entregar os dados certos para responder às perguntas certas.

 


O futuro do monitoramento é mais transparência, não mais vigilância

A pesquisa da Northeastern University mostra que existe uma questão que não pode mais ser ignorada:

quando uma empresa monitora seus colaboradores, quem mais está recebendo essas informações?

O monitoramento pode ajudar empresas a identificar gargalos, compreender a utilização dos computadores corporativos, reduzir ociosidade e tomar decisões mais baseadas em dados.

Mas isso precisa acontecer com transparência.

Monitoramento não deveria significar vigilância.

E produtividade não deveria exigir que o colaborador abrisse mão da sua privacidade.

É possível buscar eficiência sem transformar o computador de trabalho em uma janela permanente para a vida digital do funcionário.

 


Quer monitorar a produtividade sem invadir a privacidade da sua equipe?

Conheça o Monitoo.

Uma plataforma de análise de produtividade criada para ajudar empresas a entender melhor a utilização dos computadores corporativos, identificar períodos de ociosidade, analisar sites e aplicativos utilizados e transformar dados em informações para a gestão.

Sem captura de tela.

Sem registro de teclas digitadas.

Sem gravação de conversas privadas.

Sem coleta de dados sensíveis como CPF, documentos, endereço, e-mail pessoal ou informações bancárias.

Porque monitorar melhor não significa monitorar mais.

Significa monitorar com propósito, transparência e responsabilidade.

👉 Conheça o Monitoo e descubra como analisar a produtividade da sua equipe respeitando a privacidade dos colaboradores.

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Fonte da pesquisa

Northeastern University — Workplace Monitoring Study

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